Simples

Nesta tentativa de vida espiritualista, busco em tudo quanto é possível dentro de meu entendimento o signficado de minha vida como ser humano neste planeta.

“Tentar evoluir e sair daqui melhor do que quando entrei”, este é o objetivo de todo ser humano, mesmo que nem todos nós estejamos conscientes disso. Na correria do dia-a-dia, até os que se consideram “buscadores” (eu me incluo nessa), se esquece disso em algum momento.

Porque muitas vezes parece difícil, e realmente é difícil, rs… Ter uma vida assim. É mais cômodo se entregar exclusivamente aos prazeres da vida material. Sem querer condenar ninguém! Porque vivenciar no mundo físico faz parte!!! O que resolve não é renunciar por completo a vida terrena.

O próprio Buda (Sidarta Gautama) disse sobre o seguirmos o “caminho do meio”, que significa viver sem extremos – tanto para uma vida em excesso de luxúria e vaidade como uma vida asceta.

Sidarta experimentou os dois extremos: primeiro viveu como príncipe numa vida cheia de prazeres, completamente alheio à vida de sofrimentos. Depois partiu para uma jornada que incluiu práticas ascéticas muito severas em que quase morreu de fome. Quando atingiu finalmente o estado de iluminação, tornou-se o Buda, descobriu que nenhum radicalismo funciona. A realidade é uma vida equilibrada.

E essa vida equilibrada para mim inclui a religiosidade – não repudio nenhum conhecimento da espiritualidade presente em diversas culturas. O que repudio são as práticas radicais, os fanatismos que privam as pessoas do livre-arbítrio, conduzidos por alguns pseudo-líderes corrompidos por seus próprios egos.

Ontem assisti a uma palestra de Purushatraya Swami. Um espectador o indagou sobre o que é esta experiência de 40 anos da prática do Bhakti-Yoga, e o mestre respondeu com muita simplicidade que não há nada de “sobrenatural” nisso. Não é a palavra ‘sobrenatural’, que ele utilizou, mas fez um gesto corporal demonstrando que o processo de iluminação é algo simples, atingida no dia-a-dia, a importância de estarmos consciente da realidade. Ver com os olhos, a realidade como ela é. Simples assim… Ele deu muitos exemplos da vida cotidiana de uma “pessoa normal”, mas sempre refletindo com a sabedoria oriental milenar inserida no moderno ocidente.

Corrobora com o que penso, até o meu estado atual, posso mudar futuramente, rs… que a vida do buscador contemporâneo é assim, sem exageros, mas buscando fazer o bem para si e consequentemente para o mundo. Com muita leitura e prática, claro. Nas coisas simples do cotidiano, como encará-lo, como superar sofrimentos, seguir em frente. Sempre!

 

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